fevereiro 02, 2005 |
Vidros

Vidros estilhaçados jazem no chão, testemunhas de outrora, esquecidas no nada. Armazém de luxúria onde se amontoam os corpos sedentos de um sexo violento, aquando da abertura da nossa prisão. O animal uiva e regurgita a memória que vos desprende das amarras da moralidade, do impacto social e da enfadonha caracteristica racional. Pontapeados pela violência para a repugnância, exploram cada pedaço de vós ao rubro, levam-no ao limite abalrroando a incapacidade que a educação nos incutiu. Aí estão a cravar fortemente o vosso sexo, a vossa escolha, repletos de prazer, emergindo como lava de um abismo, é uma força sincera, demolidora, mas não mata nem não magoa. É sim, A Imperatriz da Vontade. Calafrios prazerosos numa noite congruente, tornam-vos tiranos de si. Na manhã acordam com a ressaca, uma rajada tornar-vos-à conscientes e a hora chama os amantes. Olham o redor, os lençois repousam, o cheiro humano estagnado nas paredes, impregnado aos móveis que sustentaram a vossa decadência moral. Mas amo-vos. Sois livres. Sois hirudíneos do dia, chupam-lhe as entranhas, esvaziam-lhe a alma. São vagas conotações ocasionais.
Acertam o tempo,
Abeberam-se de Sexo!
Na abundância e na fantasia
Abdicam da formalidade
Adicionam ao animal
A alucinação do ventre
Amontam-se as vidas.
Abrem-se os corpos,
e abrigam-se no prazer.
Sois vós feitos
aterrorização da tacanhez!
Proveito da essência do Corpo!
Agarram, Arranham e Abocanham
O arrebatamento da aresta do risco.
Exaltem a vontade, ascendam á liberdade!
Publicado por vitriolo em 01:55 AM
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"Stages of Coma - II Delirium"
O sistema nervoso entra em ebulição, perturbado pela breve natalidade de uma fuga capaz de ser possivel. Não descrevo situações possiveis, muito menos concretas, resumo experiências corporais sentidas, emitidas por uma ânsia de fonte digna. O medo, o nojo, o enjoo. A necessidade firmemente instalada de um panorama de suícidio. O corpo passa a ter uma importância fulcral. A dor transporta-se para uma forma fugaz, pois é a confirmação da existência. As agulhas cravam-me a pele, numa apoteose de constante inquisição. Faço de mim sangue. Um golpe pouco profundo faz de mim incapaz do além de rasgar, de espetar. O sangue não se manifesta, o periodo de loucura tem a vagina disponivel, mostra-se incapaz ao meu afloramento. Será meu? Ou quis apenas sentir o sentido? O sangue? Brota de fonte inerte. Sou abocanhado pela dor. Agarra-me. De mim há um vazio, que se liberta das asas. É pendente. Povilho-me, tempero-me com o Cloreto de Sódio, guardo-o em mim...talvez pela insensibilidade? Estou em extase, em loucura permanente, a distração vem do meu dia, da minha hora, de tudo o que me faz transcender do erro em que estou. Há algo que se transforma.. Edeomania? Sinto o cheiro a sexo, a fantasia. Percorro o arrepio do meu corpo, a violência, o cheiro a pó derretido, a lama, sinto o ódio pelos estetas em que me remeto, que foi de vós? Prostitutas famintas de palavras mil? Que sabem vós sobre a letra? Abram as pernas, deixem-me o ventre! Permitam-me a Terra que se manisfesta, não o másculo, esse asno da tendência da totalidade masculina, do vigor imbecil, façam de mim chama do equilibrio dos sexos. Não da invasão, mas da envolvência. Há um ranger de dentes que ouvem, pelo ódio e raiva contida, um grito mudo, que se manifesta periódicamente, aclamado por alguns a essência da loucura. Será? Ou cortarei a outra orelha de Van Gogh para me permitirem a culpa?
Serei dor,
Enquanto tiver a esperança.
A morte, virá
E serás dormente num caminho...
Firme e vigente.
Estoirará a versatilidade?
Até à afimação de conotação positiva...
Serei vertente da hora do útero.
Publicado por vitriolo em 01:53 AM
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Consequência da fuga ao instinto, a hipocrisia como fuga educacional. Derradeiramente sarcástico. Construir a frase, que penso como objectiva, e ser mortificado pela dualidade possível. É a arte. E o mal é comum a todos. Citar qualquer situação, é banal! Pois não serve como prova fundamental. É uma recordação em vós que vos fará dar-me razão...ou não?
Qual é a lógica de um blog? O Blog e o seu existencialismo. A necessidade?
Publicado por vitriolo em 01:53 AM
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Corpo
Incapaz de ser capaz de. Guerra em mim próprio. Viver da prioridade da ilusão criada. De mil e uma sensações que convergem num campo da batalha. Perdi-me, vejo em mim um corpo solto à deriva, sem marcar posição, não se levanta. Fica por ali estendido. Espera ser pilhado. Não há a materialização de nada porque não há alma. Não o principio nem a convicção, que rédeas vou segurar? Que direitos vou tomar por meus? Que vai ser o amanhã? Sinto-me morrer em vão. Sinto-me cair vivo, chegar o impacto de tão violento mas não morrer. Tetrapelégico. Não se mexe, não há movimento em mim. A força e a vontade lá atrás, no cano esgoto do pensamento. Tornei-me um na multidão. Deixei-me de ti, deixei-me do mundo. Tornei-me global.
Publicado por vitriolo em 01:53 AM
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21, 003 - 21, 006 - 21, 009 - 21, 011 - 21, 014 - 21, 017 - 21, 020 - 21, 023 - 21, 026 - 21, 029 - 21, 031 - 21, 034....eis a razão numérica dos meus dias, no pseudo conta-gotas do tempo. Uma variável precipitada pela invariável condição humana.
Publicado por vitriolo em 01:52 AM
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As palavras, são a loucura de nós, a clareza de espectro forte e denso que suga toda a vivacidade e distração que temia em mim.
Publicado por vitriolo em 01:52 AM
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Sanguessuga do Mundo que me Consome
cheiro a suor, ao excremento humano, paira entre as janelas que dão entrada ao mundo de fora. Adormecem, remetem-se ao sonho do cansaço. A fresquidão do sol vespertino purifica. Que resultado de uma noite de diálogos? Que existência ficou por cumprir? Que razão é esta que nos leva a ficar imunes ao tempo, perturbados pela incrível aridez das palavras? Que ofensa terei provocado a levar-te entre mãos? A teres parte de mm em ti? e no sempre que saberás de mim? que parte de mim serás?..Perco-me por aqui, onde as frases equivaleram á dormência que eles experimentam.
Ratos.Que realidade tem os homens da repugnância?Que frieza lhes impuseram que lhes leva a atribuir a deixa de débeis mentais? Quem se esforça necessita a esperteza, a agilidade linguistica, a experiência para compreender o que digo.
O dia espelha-se radiante a meus olhos. Rosas, quem vos ferrou a dinamite do romantismo, quem vos levou á excessiva multiplicação da morte nos afectos humanos? Quem te levou? Será que sabes o que digo. A Lua apetece-me, não há como ela, gigante e omnipotente na Terra.
Quis agarrar na memória
Elevá-la à tua glória
Remeti-me ao momento
Fiz orgias no pensamento
Revi-te, vi-te nua.
Esperei o corpo mandar
Senti o tempo
A altura de acabar!
Toma...remédio?
Antes o tédio
Essência de Eva
Corroeis-me a consciência.
Tenho-te por Companhia?
Sexo.
E Mono.
Publicado por vitriolo em 01:49 AM
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aviaR
Fonte de raiva e prazer, corte profundo e ardente, perfume imundo, sente-se o sangue escoar pela beira da idiotice, do ainda quente sentimento, ainda tudo muito imprevissivel, ofusco, intituivo. Mas é assim. Não há nada a fazer. A genuídade de mim contra a tua insensatez, contra a tua intolerância. O passado é mergulhado num caldo erróneo, serve-te de argumento, mas de que vale? Foi passado, não é presente. O que é será feito agora pelas tuas mãos. Não dúvido, não réstia dúvida de que foi o fim. Mudei, de facto mudei, libertei-me por ti, foste a minha porta, o meu escape, da minha ceguez mundana. Acordei, expoliado. Acelero percorro e experimento as ruas, nada d'elas tenho a temer, nada tenho para lhes dar. Irei? Voltarás? Porque aconteceu? Não quis ferir o orgulho de uma teimosia ferrada? Pus-te de igual para igual. A soma do desprezo é demasiada...inocente, minhas forças não a sustentam. Racionalizo o diagrama, a cronologia, mas onde chego é o absurdo. Made by piety...
Publicado por vitriolo em 01:47 AM
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